Mostrando postagens com marcador festa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador festa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de março de 2012

Não ingira líquidos antes de dormir

     Eu, Djéssica, Camila, Ronaldo e Rafael, íamos pra aula juntos. Mas estranho achar que era aula, pois nos encontrávamos na hora do almoço em um restaurante grande, achávamos uma mesa, e íamos pegar comida, em seguida livros, para estudar e fazer a tarefa enquanto almoçávamos! O mais estranho era que toda vez que aparentávamos escolher uma mesa e eu começava a ajeitar minhas coisas nela, eles sem falar nada mudavam de mesa.
     Em uma ocasião, não havia nenhum talher limpo, nem pratos. Fiquei esperando ver se lavavam, mas nada. Reclamei pro Rafael e ele resolveu pegar um dos que secavam pendurados numa janela, bem apertada atrás do buffet. Quando ele fez isso, os pratos caíram e fizeram o maior barulho. Eu quis dizer pra ele ficar ali escondido e sair de fininho, mas não achei uma forma de fazer isso em sinais e ele saiu correndo.. sendo assim, vieram todos os garçons, inclusive a Leslie (garçonete do navio) brigar com ele dizendo que ele pagaria lavando louças. Me senti meio culpada, mas nem por isso fui lavar louça com ele.. hahah

     Depois, era um belo dia, quando descobri que não era filha dos meus pais. Era filha do casal de vizinhos da frente! Eles sempre souberam mas não quiseram saber de mim.. por conta disso, aceitei bem e até esqueci. Quando um dia eu estava numa fila e parei pra pensar, que me achava parecida com meus pais, que na verdade não teria como, por serem adotivos.
     Em uma janta, minha irmã contou que tinha passado na casa deles pra usar o banheiro, pois estava com pressa e o portão estava aberto. No dia seguinte aconteceu o mesmo comigo.. precisei ir ao banheiro e parecia muito mais fácil entrar lá, pensei que já que era filha deles não teria problema. Entrei na casa, a mulher estava passando pano na cozinha e levou um susto, mas deixou eu usar o banheiro lá de fora.
     O banheiro era muito estranho. Cada item tinha um adesivo com uma numeração em cima, e a porta como sempre, era transparente. Não conseguia fazer xixi porque duas crianças ficavam me observando em cima do telhado da casa ao lado. Tive paciência em esperar que elas se distraissem e finalmente consegui ir. Mas logo já apareceu um cara me observando e eu discuti com ele, meio que pensando se poderia ser meu irmão. Eu não gostei do fato dele não saber falar inglês, e eu disse bem grossa "toma vergonha na cara e vai estudar que tá na hora, aproveita que abriu uma escola do lado da sua casa". Quando saí do banheiro é que reparei mesmo como era estranho.. era como se eu tivesse sentado em um buraco no chão e fiquei com nojo. Saí da casa achando melhor não ter vivido com aquela família.

     Depois disso, fui ao encontro das minhas irmãs num navio. Estávamos numa recepção bem chique sentadas no sofá. Comecei a estranhar muito meu vestido e me sentir mal, passava a mão e saía umas bolinhas dele, e achei que podia ser algo estranho do banheiro, eu não conseguia entender o que havia de errado mas parecia também que ele estava todo riscado. Não sei como eu estava com um vestido longo na mão em direção ao banheiro para trocar. Quando olhei no espelho, meu vestido era lindo! Os riscos eram apenas parte de uma estampa bem diferente e legal. As bolinhas eram pequenas pérolas e faziam parte do bordado junto ao tule, e resolvi ficar com ele mesmo.

     Num outro sonho, fui com a Cinthya na casa de uma amiga dela para tomar banho. No mesmo cômodo ficava a sala, com os pais e irmão dela deitados no sofá e podiam nos ver. Depois fomos pra uma festa, onde o banheiro ficava bem exposto também e eu me sentia muito mal. Logo o banheiro ficou pior ainda, com os vasos no meio da festa pra todo mundo ver, e a galera usava como banco. Aproveitei que estava de vestido e sentei ali tentando não verem que eu fiz xixi, e acho que ninguém viu mesmo.
     Encontrei um guitarrista que todos conversavam e eu logo percebi que ele era famoso, tocava em alguma banda de metal. Mas só dei fora na conversa, porque não conhecia a banda e na verdade nem gostava. Mas passou um tempo ele me pediu em casamento com um anel de plástico de florzinha e eu aceitei, mas depois peguei ônibus com ele e percebi que ele era chato e não gostava de mim, aí que me liguei que não devia ter aceitado. Ah, e o biarticulado saiu da praça Rui Barbosa, já era 4 da manhã e por conta disso o motorista não contou que esse ônibus fazia rota circular, ele chegava no shopping estação e voltava pra praça de origem, e para pegar um que fazia o caminho direito teríamos que esperar muitas horas. Eu cheguei a conclusão que era melhor pegar um táxi, e acabou.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Vodka e Ursos Polares

    Estava vivendo em Vancouver (AAAAHHHHHH) com minha família em um apartamento. Na frente tinha uma rua larga onde sempre aconteciam acidentes, mas apenas batidas leves de carro. Eu saí dirigindo e fui mudando de pista rapidamente toda vez que um carro da frente batia, só depois eu pensei que podia ocasionar mais batidas por nem olhar pra trás quando mudava. Mas até então, tudo bem. Outro dia eu saí a pé e vi mais batidas. Um dos carros ficou bem amassado e um cara apareceu com uma garrafa de vodka e aparentemente ele me deu.
    Quando fui pra casa deixei em cima da mesa, e quando minha mãe viu teve um chilique achando que eu comprei isso e não podia. Eu tentei explicar pra ela, mas ela nem quis me ouvir e não acreditou em nada. Eu fiquei na dúvida se eu tinha roubado a garrafa (pois eu tinha no fundo um certo peso na consciência) ou se ele tinha me dado mas depois eu estava certa de que ele me deu, e eu dizia pra minha mãe assistir ao vídeo (tinha tudo gravado!!) mas ela não se importou. Eu fiquei muito chateada e revoltada mas não me importei muito, fiquei de boa no meu quarto cantando Grenade e logo ela veio dizendo que não podia cantar essa música também, e eu não entendia o que tinha de mal, tentei até explicar que as pessoas cantavam ela no American Idol..
     Mas passou um tempo e eu comecei a desconfiar que podia ser algum tipo de brincadeira pois era um comportamento muito estranho, e minhas irmãs ficavam quietas, não davam nenhum tipo de opinião. Depois a desconfiança se concretizou, era meu aniversário e eles entraram em casa na maior festa cantando parabéns inclusive com a Sharon Del Adel cantando pra mim!! Mas eu diminuí e passei a ter 10 anos, estava de vestidinho e marias-chiquinhas respondendo monossilábicamente ao que a Sharon perguntava - coisas bobas que se perguntam pra fazer amizade com crianças. Mas apesar de ser criança eu gostei dela ter ido no meu aniversário.

     Passado tudo isso, o sonho mudou. Estava morando em Vancouver sozinha, com um sentimento meio estranho novamente, como se eu tivesse passado um tempo lá e não aproveitado, me sentia muito fechada em casa sem ter passeado e apesar de não ter vivenciado eu estava preocupada que tinha gastado muito com comida.
     Logo estava num baile de escola e encontrei colegas que estudaram comigo exatamente do jeito que eram quando estudávamos e eu me sentia bem mais velha que eles, e realmente era. Algumas colegas da faculdade também estavam lá: a Gabriela, Huana e Priscila. Estava um ambiente bem legal e comemos bolo de chocolate, dançamos, enfim.. foi uma sensação de reunião de amigos como uma festa da Ilac, e eu achava que a festa estava acontecendo lá mesmo.
     Quando era hora de ir embora eu descaradamente perguntei pro pessoal se alguém me dava carona pra North Vancouver, mas ninguém ia pra lá, só a Priscila de táxi. Então caminhamos juntas com a Gabi e a Hu que iam juntas pra Downtown até acharmos táxi, e nesse caminho um urso branco POLAR começou a nos perseguir mas a Priscila não conseguia correr, então eu segurava alguma coisa pra empurrar ela e logo ela virou um rato pequeno e se enfiou entre um muro e um poste e o urso passou por ela. Logo apareceu mais um urso e decidi correr pra outra direção, atravessei a rua e entrei em qualquer táxi pedindo desculpas pro taxista por não ter seguido a ordem dos táxis, mas precisava me proteger do urso, e ele me corrigiu dizendo "a ursa". Eu, sem perceber que ele respondeu em português pedi desculpas em inglês e ele me zoou que não percebi que ele era brasileiro.
     Enfim, tinha somente 20 reais na minha pochete rosa, e eu não tinha certeza se morava em North Van ou Downtown. Fiquei sem saber que endereço dizer e se conseguiria pagar. Mas fiquei aliviada de não ser comida pelos ursos, ou ursas polares.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pêlo de boi

Resolvi pular as partes dos pesadelos, embora elas acabam interferindo no resto.
Bem, liguei para a Fernanda e veio uma mensagem automática dizendo: "para encomendar empadinhas, digite 1 / para isso digite tal..." e eu achei o máximo pois ela já estava super requisitada como chef.

Depois eu e ela éramos estagiárias do meu primo Rodrigo, lá na UTP. Mas não sabíamos ao certo estagiárias do que, muito menos o que fazer. Então só ficávamos lá na sala da confecção encostadas nas mesas esperando por algo. Eu notei que meu primo era bem grosso comigo, como se esquecesse que eu era da família.

Mas ele ia se mudar pra outra cidade e me convidou pra uma festa de despedida no condomínio que ele tava morando. Foi complicado chegar lá mas eu resolvi ir porque ele deu a entender que haveria uma reunião sobre o estágio. Cheguei lá era só festa, galera bebendo e dançando loucamente. E ele já tinha ido embora faz tempo, resolvi então ir à casa dele pra ver se tinha algum bilhete, e também porque precisava fazer xixi. 

No caminho precisava atravessar várias pontes estreiras e ia perguntando para todos o caminho pois era bem estranho. Uma menina me disse que ele morava na casa "Selton Mello" (tipo estacionamento do mc donalds).

Depois estava na casa dele em Ourinhos com minha tia e prima, e o condomínio deles ficava sobre um barco enorme que era feito de tijolos de madeira. Ele navegava e as vezes batia nos outros barcos arrancando pedaços. Fiquei com medo mas fui. Estava tudo em construção, vários buracos estranhos na casa, mas ao mesmo tempo era enorme, bonita e bem decorada. Descobri que a refeição era liberada para os moradores, cheio de opções, inclusive várias lojas tipo camelô eram disponíveis apenas para moradores.

Eu dei meus jeitos e comi bastante de graça, fiz várias compras bem mais baratas fingindo ser moradora, ou fazendo escondido. Os guardas sempre estavam por perto para averiguar mas eu conseguia escapar. Depois chegou um bilhete para o Júlio dizendo que ele foi pego fazendo isso, e ele tinha uma chance de se redimir, assinando um papel e devolvendo as coisas que comprou. Então eu fiquei com medo disso e resolvi tomar iniciativa de devolver todas minhas compras, e assim fez a Flávia também, apesar que as delas eram váárias.

Fui abrindo as gavetas e pegando CDs piratas do Linkin Park, entre acessórios, bijouterias, etc. E ia também pedir desculpas por ter comido vários e vários brigadeiros.

Quando fomos embora desse navio, vimos como as malas eram feitas para serem despachadas. Caminhões enormes com máquinas acopladas as pegavam rapidamente e seguiam seu rumo pela estrada sem motoristas, era tudo automático. Faziam sinal para virar, paravam nos sinais vermelhos e tudo mais. Fomos de carro próximo a esses containers gigantes de malas, mas exalavam um cheiro forte muito ruim e ficamos com medo também de ser perigoso. Depois vimos esses caminhões jogarem as malas num outro lugar ao lado da estrada, bem violentamente e depois sacudindo os containers de ponta cabeça para garantir que não ficou nada, e junto com as malas saía um líquido como de lixo. Paramos por ali para observar e encontramos vários bois. A Flávia ficou louca de curiosidade para saber como era o pêlo de boi e então um rapaz que trabalhava por ali disse que era áspero, gosmento e fedorento. Mas depois a entregou uma caixa de presente, cheia de pêlo de boi e descobrimos que era macia e gostosa.

Logo mais, fui trabalhar na Assefaz. Fiquei numa área de informações e se formou uma fila de gente preu atender. Me perguntavam coisas do tipo "é necessário sempre ter a carteirinha?" e eu não sabia o que dizer, resolvi arriscar no "sim, sempre use". Mas a menina e a mãe dela não sentiram firmeza, logo eu perguntei pra alguém mais e me disserm que sim. Me fizeram várias perguntas e eu ficava muito insegura por não saber informar.

Depois a assefaz virou uma farmácia! Sim. E eu deveria digitar o nome de três pessoas que aguardavam e apertar no computador para chamá-las, como se fosse uma senha. E elas vinham e pediam informações de remédios, produtos, que eu não sabia onde achar ou o que fazer. Detalhe que eu estava muito mal por causa da parte (pesadelo) que aconteceu antes e todo mundo via que eu estava abatida, e isso não me deixava pensar. Um cara pediu sugestão de um remédio para ir ao banheiro e eu não encontrava nenhum. Uma menina pediu um colírio pra lente anti-alérgico que podia entrar na água, mas estava em falta. Um adolescente quis comprar 10 chicletes e um pirulito, mas o pirulito custava 6,50!! Um absurdo eu falei pra ele só pegar chiclete pq tava muito caro! Hahah

Apesar de estar super perdida e me sentindo mal por não terem me dado nenhum treinamento ou explicação se quer, eu procurei ser simpática e atender bem, ser rápida. Depois veio gente só pra conversar comigo, falar da vida, e eu não me importei porque meu salário era por hora e eu não deixei de estar atendendo. Minhas amigas da InFlux estavam lá também e as vezes me ajudavam quando estava mais vazio nos caixas delas. Eu adorava passar os produtos no código de barras e fazer "piip". Nas minhas horas de descanso, eu ficava andando pela farmácia para conhecer os produtos, mas era enorme, tipo um mercado.

Então era sexta-feira e eu não fui trabalhar. Mas me perguntava "será que hj é meu dia de folga mesmo ou eu tô faltando?" meu pai disse que era, então fomos andar de carro na república argentina! A Cinthya decidiu ficar na casa do Mateus, e eu logo avistei o prédio do Júlio de Nova Iguaçu e fiquei observando se conseguia vê-lo pela janela e tive a impressão de que vi. Pedi pra descer por ali e resolvi fazer uma surpresa, mas estava muito complicado de entrar no prédio, aí chamei meu pai para ir junto e conhecer a mãe dele. Quando entramos no prédio era um luxo só! Piscina em todos andares, enorme, muito lindo. Quando cumprimentamos a mãe dele, ela disse que ele não estava lá e eu fiquei muito mal e acabou...